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Economize com a melhor opção de passe de Veneza

passe de veneza

Muita cidades turísticas ao redor do mundo oferecem diversos tipos de passes para que você possa desfrutar melhor das atrações que ela tem a oferecer e, normalmente, com um preço justo. Alguns valem muito a pena, como o Roma Pass e outros você precisa avaliar muito antes de comprar, como o de Berlim, que vale se você for aproveitar os outros descontos. Já Veneza oferece uma opção bem interessante, pois você pode montar o seu passe conforme o tempo de estadia na cidade – confira o nosso roteiro para dois dias-, tipos de serviços que vai utilizar e, o mais importante, conforme o seu orçamento.  O passe de Veneza, o Venezia Unica (quando eu fui se chamava Venice Connected. O site ainda existe, mas direciona tudo para o Unica) te dá opções para ingressos a museus e igrejas, transporte, trasfer para o aeroporto, passe para o toilete e wi-fi. No entanto, é preciso tomar alguns cuidados para economizar de verdade.
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Roteiro para dois dias em Veneza

Venezza

Veneza já foi o centro comercial do mundo. Isso na época das navegações, quando nós ainda estávamos para ser “descobertos”. Hoje é destino romântico, procurado por milhares de casais apaixonados em busca de cenas de contos de fadas.

Mas mesmo indo sozinha, dá para viver uma história de amor com a própria cidade. Foi impossível não me apaixonar pelos canais, vielas e palazzos espalhados por esse lugar tão peculiar. Depois que fui, a pergunta que mais ouvia era: fede mesmo? Fede nada! É linda, encantadora. E quer saber? Mesmo com cheiro de esgoto estaria valendo.

Para cobrir os principais pontos turísticos de Veneza não é necessário muito tempo. Em um dia dá para fazer a ilha principal tranquilamente. Recomendo acrescentar um dia para dar um pulo nas outras ilhas: Lido, Murano e Burano são as minhas recomendações. Eu sempre me apego muito as cidades novas que visito e sempre, sempre quero voltar. Mas se não der, dois dias completos foram suficientes para um bom gostinho da Sereníssima.

Primeiro dia

Veneza

Pegue um vaporetto, que é o principal meio de transporte em Veneza, depois das pernas, ou como eu gosto de chamar, a Gôndola de pobre, e vá direto para a Piazza de San Marco. Meu hostel ficava bem em frente ao Grande Canal, a uma duas pontezinhas do terminal de vaporetto e ônibus (nesse caso só em direção ao continente). Dali, eram cerca de 25 minutos até a Praça.

Veneza

Além de ser uma das praças mais belas e famosas da Europa é lá que estão as construções mais procuradas da cidade: o Palazzo Ducale e a Basílica de São Marcos, além da Torre do Relógio de São Marcos e os museus Correr, Arqueológico Nacional e a Biblioteca Marciana. É possível comprar ingresso antecipado para todos os museus da Praça, incluindo para o Palazzo (€ 16,50), ou para todos os museus de Veneza (€ 24,50). Para visitar o Palazzo Ducale vale a pena comprar antes. O Ingresso evita as filas, já que há uma entrada especial para quem compra antes. No início da manhã, quando entrei, estava bem tranquilo. Mas na saída a fila já era imensa.

Veneza

A ida ao Palazzo é indiscutível. Tem que ir. Claro, se o orçamento for muito apertado, Veneza já vale a pena por si só. Mas é um luxo só! A construção é em estilo bizantino e lá dentro você vai poder entrar nas salas mais espetaculares do mundo. A sala do Grande Conselho é um arraso. Você vai poder visitar as masmorras do palácio, onde já esteve preso Casanova, e passar por dentro da famosa Ponte dos Suspiros.

Depois do Palácio, vá até a Basílica de San Marcos. A fila para entrar estava gigantesca, mas anda rápido. A entrada é gratuita, mas para ver outras ‘atrações’ da igreja, como o Pala D’oro no altar e a cripta onde supostamente estão os restos do apóstolo São Marcos precisa pagar. Ao entrar na igreja aprecie a obra. O teto é todo construído em mosaico dourado. Não é permitido fotografar.

Veneza

Aqui meu roteiro deu uma desvirtuada, confesso. Ao sair da Igreja, depois de visitar o Palazzo, a minha cabeça tinha absorvido tantas belezas que dispensei o restante dos museus (Belo eufemismo para dizer que, depois de passar por Roma, estava cansada de ver tanta igreja!). Mas a boa pedida é ir aproveitar o que tem em volta da praça. Ver os museus ou se arriscar a subir os degraus do Campanário à frete da Basílica.

Veneza

Depois, siga as plaquinhas nas vielas em direção a Ponte de Rialto. Você vai se perder, certamente, mas eventualmente vai dar de cara com orientações te direcionando para o caminho certo. Por esse cenário de labirinto, se encontrar algo que tenha gostado, não hesite em comprar. Arrisco a dizer que você nunca mais encontrará o tal lugar se não aproveitar na hora.

A Ponte de Rialto, a primeira construída em Veneza, entre 1200 e 1260, foi durante muito tempo o principal mercado da cidade. Hoje, ela está repleta de camelôs com produtos chineses, ou como eles anunciam lá, da RPC (República Popular da China).

Veneza

Depois de passar pela ponte, peguei ali mesmo o vaporetto em direção a Punta Della Dogana, museu que fica no lado oposto da Piazza San Marco, com a Laguna de Veneza separando-as. A Punta Della Dogana é um museu de arte. Quando cheguei já estava fechado, mas o mais interessante mesmo é a vista incrível para a Plazza e para a Ilha de San Giorgio.

Veneza
Piazza San Marco vista da Punta Della Dogana

Depois de apreciar a vista, volte a pé por esse lado da cidade. Aqui estão a Academia de Belas Artes, a Coleção Peggy Guggenheim e Basílica de Santa Maria Della Saúde – construída em dedicação à Virgem Maria, pedindo proteção após A Praga devastar Veneza, em 1630.

Segundo Dia

Depois de passar o dia anterior caminhando por Veneza, é hora de aproveitar as outras ilhas. Num dia dá perfeitamente para ir a Lido (onde ocorre o Festival de Cinema de Veneza), Murano e Burano.

Comece por Lido, a mais distante. A ilha é uma volta às cidades normais. Lá o trânsito de carros é liberado e não tem canais. O vaporetto leva cerca de 1h até a ilha, que é uma faixa estreita de terras. Como era verão, eu aproveite e passei o dia na praia.

Veneza
Entrada da praia, em Lido

Saia da estação de vaporettos e siga reto na avenida em frente. Em cerca de cinco minutos você chegará na praia. Dá para alugar uma bicicleta para desbravar o lugar e ir até o Palazzo del Cinema, por exemplo.

Depois, vá a Burano. A ilha é pequena e em meia hora você terá visto tudo. Mas é um charme. Habitada principalmente por pescadores venezianos, as casas são coloridas e enfeitadas com cortinas e flores combinando. Impossível não ficar apaixonada pelo ambiente.

Veneza

Como eu passei boa parte do dia em Lido, na praia, fiquei com um pouco tempo para ir até Murano. Mas se você conseguir dosar melhor seu cronograma, dá para acrescentar a ilha famosa pela produção de vidros. Existem passeios de Gôndola com precinhos camaradas, nada romântico, pois é coletivo mesmo, que dá um ingresso para conhecer o Museu do Vidro em Murano. Duas inglesas que estavam hospedadas no mesmo hostel que eu fizeram o passeio e ganharam o ingresso. Acabei herdando o ingresso pois elas já estavam indo embora. No fim, não pude ir e também passei adiante. Espero que alguém tenha aproveitado!

Confira mais fotos:
Veneza
Vista da Laguna de Veneza de dentro do Palazzo Ducale
Veneza
Piazza San Marco bombando. À esquerda, o Palazzo Ducale
Veneza
A Ponte de Rialto hoje é cheia de camelôs
Veneza
Punta Della Dogana. Ao lado, a Basílica de Santa Maria Della Saúde
Veneza
Incrível anoitecer em Veneza

Veneza
Praia em Lido, banhada pelo Mar Adriático
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